Nesta época da Páscoa

Nesta época da Páscoa seja uma testemunha da glória de Deus. Abra sua consciência para aquele Eu dentro de você que está batendo e pedindo para entrar, para que você possa manifestar Sua graça e a natureza da vida, sem início e sem fim: a vida eterna, a vida mais abundante, mais gloriosa, mais alegre. Esta é a razão para existir. Alegria para você nesta Páscoa e sempre. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Living by the Word, Kindle location 1337)

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Os oito capítulos

Na gravação 453  lado 2 de 1962 Mission Inn Closed Class “Referências Especiais para Estudo e Prática”, Joel Goldsmith indica os oito capítulos absolutamente necessários de se conhecer pois revelam os princípios fundamentais do The Infinite Way® (O Caminho Infinito).

Quatro desses capítulos podem ser encontrados em livros já traduzidos para o português.

Os capítulos são:

 

Livro A Arte de Curar pelo Espírito

imagem livro A Arte de Curar pelo Espírito
A Arte de Curar pelo Espírito – Joel S. Goldsmith – Martin Claret

Este livro do curador espiritual norte-americano Joel S. Goldsmith é um intenso desafio e um jubiloso convite para a realização da cura de nossos males.

Seus ensinamentos – em linguagem simples e clara – estão em perfeita sintonia com as maiores conquistas modernas da psicologia, da psicanálise e da psicoterapia do Ocidente, bem como da filosofia e da yoga do Oriente.

Para o autor não é a simples presença de Deus em nós que cura todos os nossos males – emocionais, mentais e físicos -, mas a consciência dessa presença. Toda cura é uma autocura. A Arte de Curar pelo Espírito é um pequeno tratado de logoterapia.

Esta excelente tradução que ora oferecemos ao leitor brasileiro foi feita pelo filósofo e educador Huberto Rohden, autor do livro Logoterapia.

Fonte:
A Arte de Curar pelo Espírito – Joel S. Goldsmith – Editora Martin Claret

Inércia mental

Há uma inércia mental que funciona universalmente neste mundo humano, evitando até aqueles que foram ensinados como se preparar espiritualmente para o dia de fazê-lo. Esta inércia mental faz com que eles esqueçam de perceber a presença Divina; faz com que eles esqueçam de perceber que o magnetismo ou negligência não é instituído espiritualmente, e portanto não funciona na consciência individual que percebeu a Presença. Para a pessoa, entretanto, que se engaja na preparação espiritual diária, a percepção da presença de Deus e o não poder do mesmerismo ou negligência anula os efeitos do hipnotismo universal, e em certo grau estes efeitos também são anulados para o mundo todo. Um grupo de estudiosos aplicados poderia não apenas libertar-se das discórdias, mas também gradualmente libertar suas comunidades, famílias, vizinhos, amigos, nações, e eventualmente libertar o mundo. (GOLDSMITH, Joel Solomon. The Mystical I, p. 187)

Sabedoria 18

Não existem poderes do mal externos. Discórdias não tem existência externa. Resolva-as dentro de sua própria consciência. “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? – Salmo 2:1” (Joel S. Goldsmith)

imagem Sabedoria 18

No primeiro Natal

Está quase parecendo que o significado original da época de Natal se perdeu no consumismo de hoje que aumentou tanto a ponto de levar as pessoas a pensarem em Natal apenas em termos de dar e receber presentes, e a maioria com ênfase em receber. O ato de dar presentes (no Natal) teve origem na história dos presentes que os magos trouxeram para o Menino (Jesus) que procuravam. Foi a homenagem que eles prestaram ao Cristo que era representado pela criança.

Então que nosso presentear seja um símbolo de nosso reconhecimento do Cristo no interior de cada um que presenteamos, um verdadeiro derramar de amor. O símbolo não é importante: é o amor que é importante. Assim podemos deixar de nos preocupar com o que devemos comprar para dar de presente  e derramar nosso amor com simplicidade, que sempre abençoará. Fazer isso é sentir a alegria que deve ter sido sentida por aqueles que reconheceram o Cristo no Menino daquele primeiro Natal. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Living by the Word, Kindle location 3722)

Apocalipse 3 20

Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.

Apocalipse 3:20 NTLH

imagem Apocalipse 3:20

A Vedanta

Conforme nos aprofundamos em nossos estudos no Caminho Infinito com o objetivo de obter consciência espiritual, nos deparamos com ensinamentos e filosofias de outras partes do mundo. Notadamente encontramos a Vedanta.

A Vedanta é umas das mais antigas filosofias religiosas do mundo, e também uma das mais abrangentes. Baseada nos Vedas, as sagradas escrituras da Índia, a Vedanta afirma a unidade da existência, a divindade da alma e a harmonia das religiões. (VRAJAPRANA, Pravrajika. Vedanta – Uma Simples Introdução, p. 11)

Vedanta significa o ápice do conhecimento, não o conhecimento intelectual mas o conhecimento de Deus e de nossa própria natureza divina.

De acordo com a Vedanta, Deus é infinita existência, infinita consciência e infinita felicidade. O termo para essa realidade impessoal e transcendente é Brahman, a base divina do ser. Não obstante, a Vedanta declara ainda que Deus pode também ser pessoal, assumindo forma humana em cada época. (VRAJAPRANA, Pravrajika. Vedanta – Uma Simples Introdução, p. 12)

No Caminho Infinito buscamos a realização de Deus, a vivência de Deus e reconhecemos Cristo como a presença de Deus. Na Vedanta reconhecemos Atman.

… Deus habita em nossos próprios corações como o divino Ser ou Atman. O Atman jamais nasceu e jamais morrerá. Não é manchado por nossas falhas ou afetado pelas vacilações do corpo e da mente, e não está sujeito ao nosso pesar, desespero, enfermidade ou ignorância. O Atman – puro, perfeito e livre de limitações – é uno com Brahman, assim declara a Vedanta. O maior templo de Deus está no íntimo do coração humano. (VRAJAPRANA, Pravrajika. Vedanta – Uma Simples Introdução, p. 12)

Para conhecer mais sobre Vedanta:

Ramakrishna Vedanta Ashrama

Despertar

Quando iniciamos um estudo espiritual na maior parte das vezes é porque algum aspecto de nossa vida precisa de ajuste. Talvez estejamos em busca de felicidade, mais saúde, companhia ou prosperidade.

Durante este estudo haverá alguma melhoria no plano humano mas não de forma plena.  Concluiremos que estávamos tentando consertar ou melhorar a existência humana mas não é essa a função de uma mensagem espiritual.

Esta muito claro nas mensagens de todos os místicos que o objetivo do caminho espiritual é que possamos “morrer” para a experiência humana e “renascer” do espírito. Aprendemos que o reino espiritual – o verdadeiro reino, o reino místico – não é “deste mundo”, nem mesmo quando “este mundo” é saúde, prosperidade, e sabedoria. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 1)

No caminho místico aprendemos que o objetivo da vida é libertar a Alma, rompendo com as limitações do corpo e da mente. Não é Deus ou a Alma que fará isso por nós. Devemos buscar a percepção da esfera mais elevada, do reino de Deus.

Esse caminho é misterioso e não sabemos o que encontraremos pela frente mas não precisamos nos preocupar. Seguimos adiante confiantes na meditação. Teremos dias de alegria onde sentiremos que evoluímos mas também teremos dias que sentiremos ter regredido. Não devemos desanimar, os dias de “vazio” são necessários pois isso nos mantém abertos ao novo.

O homem não foi criado para ser um escravo – fisicamente, economicamente, ou mentalmente. O propósito do homem é manifestar a natureza de Deus. O homem foi originalmente destinado a ser o instrumento através do qual, ou a forma com a qual Deus vive na terra. Este é o significado de encarnação – Deus encarnado como homem individual. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 6)

Toda lágrima derramada pelo homem é uma prova de alguma forma de limitação. O homem não nasceu para  lamentar ou chorar.

Na esfera da Alma ou próximo dela, o corpo e mente se mostram mais receptivos ao controle divino e passam a necessitar de menos atenção.

Eventualmente por um ato de graça nos libertaremos.  Continuamos elevando os pensamentos e reconhecendo em silêncio a presença de Deus em todos nossos caminhos.

Você sabe que tem um corpo e você sabe que tem uma mente, mas você ainda não veio a conhecer o “você” que tem o corpo e a mente. Este é o “você” que é a aventura da vida, e a aventura da vida é o despertar deste “você”. Você é a Alma que vive. Mas primeiro você deve conhecer o “você” que é esta Alma, e então você deve começar a explorar, buscar, e procurar até você Me encontrar, até você encontrar seu “Eu”, o verdadeiro “você”. Este é o “você” que Deus enviou para viver a vida de Deus na terra, o “você” que nunca nasceu, o “você” que nunca morrerá, o “você” que por um momento está sepultado em um “parênteses”, lutando para romper e viver “a frase inteira da vida”. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 8)

É quando tudo começa, quando começamos a questionar o que é o “Eu” e onde está o “Eu” que eu sou e que não está limitado ao corpo e mente.

É uma jornada de descobrimentos que é única para cada um e que em algum momento levará à realização de “eu sou Eu”.

Livro Man Was Not Born to Cry

imagem livro Man Was Not Born to Cry
Man Was Not Born to Cry – Joel S. Goldsmith – Acropolis Books

Joel Goldsmith em Man Was Not Born to Cry (O Homem Não Nasceu para Lamentar) diz “O propósito do homem é manifestar a natureza de Deus,”. “O homem é a maior glória de Deus. Não era para o homem lamentar, e todas suas lágrimas são derramadas somente por causa de um senso de limitação. O homem não nasceu para lamentar!” Com essa declaração estimulante, Goldsmith leva o leitor em uma jornada que revela como se elevar acima deste senso de limitação. “Você sabe que tem um corpo e uma mente, mas você não conhece o Você que tem o corpo e a mente. Este é o Você que é a aventura da vida, e a aventura da vida é o despertar deste Você.”

Como se estivesse dando instruções particulares ao leitor, Goldsmith expõe os princípios espirituais e práticas que levam à libertação. Ele começa com a verdade fundamental de que Deus constitui o ser individual, e explica que viver na percepção consciente desta verdade pode eliminar o senso pessoal de existência que é a raiz de nossos problemas e adentrar a consciência espiritual onde vivemos na liberdade gloriosa sob a graça. Apoiando-se sobre esta base, Goldsmith detalha os outros principais princípios do Caminho Infinito. Enfatizando o papel da oração, ele nos lembra que oração não significa pedir ou implorar a Deus, mas descansar em silêncio com ouvidos para o “sussurro calmo e suave.”. Durante todo o caminho, ele ajuda o leitor a esvaziar-se de velhas teorias, conceitos, e crenças e dar lugar para o “novo vinho” do Espírito.

Nunca sendo alguém que dá aos estudiosos uma visão irreal do que é necessário ter para uma realização espiritual profunda, Goldsmith enfatiza que esta transformação na consciência requer comprometimento, dedicação, e prática contínua dos princípios. “Quando chegamos no ponto de orar sem cessar, permanecendo na Palavra e permitindo que a Palavra permaneça em nós, procurando segurança no Deus Altíssimo, vivendo, nos movendo e existindo na percepção da verdade,” ele diz, “então podemos ansiar por harmonia.”

Com sua clara revelação das maravilhosas possibilidades disponíveis ao estudioso sincero assim como sua instrução prática dos meios de realização, Man Was Not Born to Cry, se provará uma jóia de livro que inspira e encoraja o buscador espiritual.

[Nota: Man Was Not Born to Cry é a coleção de Cartas do Caminho Infinito de 1962.]

Fonte:
Man Was Not Born to Cry – Joel S. Goldsmith – Acropolis Books (em inglês)

Paternidade

Pergunta

Poderia por favor falar algo sobre paternidade?

Resposta

Este é um assunto muito difícil para mim. Sou pai apenas por aproximação e não tenho os sentimentos que a maioria dos pais tem por filhos. Não conheço esse tipo de sensação, então não posso falar a respeito. Amo crianças e elas me amam, mas não tem nada a ver com aquela emoção que normalmente os pais sentem por seus filhos ou os filhos por seus pais. É de uma natureza diferente.

Uma criança, para mim, é muito parecida com um botão, uma flor. É nova e fresca e tem infinitas potencialidades, e pode ser modelada. Não modelada por vontade. Com muita frequência é modelada de acordo com a vontade de seus pais, e às vezes de forma infeliz. Mas ela pode ser modelada de forma espiritual. Não sei se os pais conseguem fazer isso. Alguns conseguem porque eu já vi isso acontecer. Mas quantos conseguem, eu não sei porque muito do que vejo de paternidade é apenas emoção instintiva, e isso não permite que o pai seja objetivo ou veja seu filho espiritualmente.

Enxergar um filho espiritualmente significa perceber que ele não é seu filho, mas um filho de Deus, outra das infinitas formas e expressões de Deus, enviado à terra com todas as potencialidades de Deus. Se os pais puderem enxergar seus filhos dessa maneira, ajudaria a libertar o filho das limitações humanas. Como eu digo, não sei quão difícil isso poderia ser por não ter sido nunca pai. Mas conheci alguns pais que puderam enxergar os filhos dessa maneira – alguns poucos. Ser capaz de amar um filho dessa maneira é compreender que sua natureza se manifestou de Deus; que ele foi enviado a este plano de consciência não para ser filho de alguém, mas para ser um instrumento do bem na terra – tanto quanto foi Jesus Cristo, ou Moisés, ou Buda. Todo filho é essa potencialidade. Agora, compreender que um filho não está limitado mentalmente por seus pais, avós, ou bisavós, visto que é um descendente de Deus e sua mente é de Deus e a fonte de sua inteligência e sabedoria é de Deus, é libertar esse filho das limitações dos relacionamentos familiares.

Da mesma forma, ser capaz de educar um filho sem incutir medo – medo de atravessar a rua, medo de falar com um estranho, medo de nadar, medo de fazer isto ou aquilo – mas sim [educar um filho] com compreensão espiritual para libertá-lo em Deus;  para elevar a paternidade a um nível diferenciado da paternidade humana normal. A paternidade humana é quase totalmente egoísta, e devemos nos elevar muito mais acima disso para sermos capazes de ver que somos cuidadores dos filhos; somos seus provedores até um tempo em que eles possam assumir essa responsabilidade. Somos seus guias, e ser capaz de fazer isso espiritualmente significa fazer isso através de uma comunhão interior com Deus. Não significa ser uma pessoa dominadora, determinando o que eles devem ou não devem fazer de acordo com nosso conhecimento. Ao invés disso, significa educá-los com um mínimo de discurso e conversa e mantê-los ao máximo em comunhão interior com o Espírito, permitindo que sejam governados por Deus ao invés de governados pelo homem.

Agora, não posso falar sobre paternidade humana porque ela se apresenta ao mundo de tantas maneiras diferentes, e eu me sinto da mesma forma em relação a ela de como me sinto em relação à paz mundial. Não acredito que [educar o filho espiritualmente] possa ser realizado humanamente. Não pode. Deve acontecer por meios espirituais. Não acredito que através de nossa natureza humana encontraremos uma forma de educar nossos filhos de modo a conduzi-los em sua legítima herança. Para nós, neste trabalho, a única forma que temos de criar os filhos, a única forma que temos de dar a eles sua liberdade, é dar a eles o Espírito de Deus; dar a eles oração; dar a eles comunhão; dar a eles convicção nesse relacionamento, e continuamente ensiná-los a natureza desses males do mundo de modo que ao reconhecê-los, não caiam em nenhuma tentação.

Conheci crianças que, aos dezesseis anos, quando foram solicitados a ir pegar aspirinas para uma visita disseram, “O que é aspirina? Nunca ouvi falar.” Elas nunca viram uma propaganda de aspirina. Não chegou à consciência delas. Elas foram tão educadas na vida espiritual que elas nem conheceriam o propósito de uma aspirina ou qualquer outra forma de remédio. Eu vi isso. Eu testemunhei vezes e mais vezes famílias que seguiram por quinze, dezoito e vinte anos sem saber nada sobre a natureza de doenças sérias ou acidentes ou qualquer coisa desse tipo, simplesmente porque os pais mantinham aquele lar na percepção espiritual.

Pode ser feito. Pode ser feito da mesma maneira que um praticante pode manter seus pacientes – sejam vinte, ou cinquenta ou cem – de forma que eles sejam quase imunes das discórdias do mundo. Um professor pode manter um grupo inteiro de estudantes relativamente livre por longos períodos de tempo, sobretudo se esses estudantes estão cooperando. Por que? A consciência mais alta levanta a consciência mais baixa ao seu patamar. “E, quando eu for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim. (João 12:32)“. Conforme sou elevado nesta consciência, conhecendo a natureza de Deus e a natureza do erro, e permanecendo nesta consciência de Deus, todos, ou a maioria daqueles que permanecem comigo se elevam em certa medida de demonstração para uma saúde melhor, maior suprimento e melhores relacionamentos humanos.

[Trecho do livro The Foundation of Mysticism (A Base do Misticismo), Capítulo 16, página 296-299; localização Kindle 4056]

Fonte (em inglês):
Goldsmith Global – Questions and Answers from Joel (03/06/2017)

Poder na causa não no efeito

Não julgue, não condene. “Julguem com justiça (João 7:24)”. Você olha para a condição: “Bom, aqui estão vocês, efeitos. Fiquem bem aí. Se vocês são um efeito, não podem ser uma causa. E se vocês são um efeito, não podem ter poder.” (GOLDSMITH, Joel Solomon. Awakening Mystical Consciousness, p. 114)

Um dos princípios do Caminho Infinito é que Deus é o único poder, a única causa criativa. Tudo que pode ser percebido pelos sentidos humanos é efeito, portanto não tem poder.

Seu corpo é um efeito. Sabendo disso, você vai parar de acreditar que seu corpo pode ficar doente ou envelhecer. Se dependesse do corpo ele teria que ficar do jeito que está para sempre. Ele não pode se mover, não tem inteligência, não tem vontade de ir para direita, esquerda, para cima ou para baixo. Ele permanece onde está para sempre até que você movimente-o. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Awakening Mystical Consciousness, p. 114)

Devemos ter o entendimento que o corpo que vemos através dos olhos humanos é uma aparência, um conceito. O corpo verdadeiro é invisível – o templo de Deus.

Se, entretanto, você aceitar a crença de que seu corpo está sujeito ao seu controle – seus caprichos ou desejos pessoais – você terá às vezes um corpo puro e às vezes um corpo pecador, às vezes saudável e às vezes doente, às vezes jovem e às vezes velho. Mas se você reconhecer que todo poder é Deus funcionando como sua consciência, seu corpo estará sujeito somente a Deus, Inteligência divina; e será governado e mantido por Deus. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Awakening Mystical Consciousness, p. 114)

As curas físicas acontecem quando assimilamos a verdade de que o corpo verdadeiro é governado por Deus – a consciência individual.

Mesmo havendo algum tipo de cura devemos lembrar que o mais importante não é o que ocorre no plano material pois isso ainda é efeito. O mais importante é a percepção de Deus.

Nunca fique muito alegre com as curas físicas ou comprovação de suprimento. Fique alegre com a realização do Espírito que Se manifestou como cura ou suprimento. Mantenha sua alegria em Deus e não no efeito. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Awakening Mystical Consciousness, p. 115)

Ninguém vence pela sua própria força

Hoje, com todo conflito, guerra, e tumulto, parece que o mundo está inclinado a destruir-se. Nessa subversão, as pessoas não tem força, inteligência, ou amor delas próprias. “Pois ninguém vence pela sua própria força (1 Samuel 2:9).” Essa destruição ou crucificação em andamento ao redor do mundo é na realidade a crucificação da crença no poder pessoal, da vontade pessoal, e do senso de uma identidade separada e afastada de Deus. Isso é tudo que está sendo crucificado. Qualquer um se apoiando na crença de que tem uma vida pessoal para salvar ou perder, uma fortuna pessoal para proteger, ou uma vontade e domínio pessoal pode ser crucificado porque essas crenças devem ser erradicadas para que a glória de Deus preencha a terra e para que o homem se estabeleça na plenitude da Cristicidade. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Awaking Mystical Consciousness, p. 71)

O templo de Deus

Sua consciência é o templo de Deus porque Deus habita lá. Seu corpo é o templo de Deus porque sua consciência é a própria fonte, essência e substância do seu corpo. Seu corpo não é algo separado e afastado de sua consciência. Sua consciência é formada como seu corpo; portanto, seu corpo é um templo sagrado. Não devemos falar nem tratar disso de forma leviana. Seu corpo é a morada sagrada de Deus porque Deus é sua consciência. Deus habita em você e Eu Sou é o nome Dele. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Awaking Mystical Consciousness, p. 156)

Verdade e yoga

Verdade em si é uma, mas existem vários, vários caminhos de se chegar nessa verdade, muitas abordagens. Uma pessoa pode alcançar a verdade através de uma religião onde há um pouco de verdade mas tanta devoção que pode por fim elevá-la até a verdade. Talvez essa seja uma das formas menos satisfatórias de alcançá-la. Depois, há o caminho para alcançar a verdade através da mente, utilizando-a como instrumento através do qual por fim se alcança a realização. Alguns até se esforçam para alcançar a verdade ganhando controle do corpo, a hatha yoga praticada hoje na Índia. Mas de qualquer maneira que se tenta alcançar a união com Deus, seja através da yoga física, yoga mental, yoga de serviço, yoga de devoção ou a mais abrangente de todas, a raja yoga da realização espiritual, todas levam por fim à verdade. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 45)