No primeiro Natal

Está quase parecendo que o significado original da época de Natal se perdeu no consumismo de hoje que aumentou tanto a ponto de levar as pessoas a pensarem em Natal apenas em termos de dar e receber presentes, e a maioria com ênfase em receber. O ato de dar presentes (no Natal) teve origem na história dos presentes que os magos trouxeram para o Menino (Jesus) que procuravam. Foi a homenagem que eles prestaram ao Cristo que era representado pela criança.

Então que nosso presentear seja um símbolo de nosso reconhecimento do Cristo no interior de cada um que presenteamos, um verdadeiro derramar de amor. O símbolo não é importante: é o amor que é importante. Assim podemos deixar de nos preocupar com o que devemos comprar para dar de presente  e derramar nosso amor com simplicidade, que sempre abençoará. Fazer isso é sentir a alegria que deve ter sido sentida por aqueles que reconheceram o Cristo no Menino daquele primeiro Natal. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Living by the Word, Kindle location 3722)

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Sabedoria 17

Não alimente desejos no mundo. Deixe que a graça de Deus lhe baste. (Joel S. Goldsmith)

imagem Sabedoria 17

A Vedanta

Conforme nos aprofundamos em nossos estudos no Caminho Infinito com o objetivo de obter consciência espiritual, nos deparamos com ensinamentos e filosofias de outras partes do mundo. Notadamente encontramos a Vedanta.

A Vedanta é umas das mais antigas filosofias religiosas do mundo, e também uma das mais abrangentes. Baseada nos Vedas, as sagradas escrituras da Índia, a Vedanta afirma a unidade da existência, a divindade da alma e a harmonia das religiões. (VRAJAPRANA, Pravrajika. Vedanta – Uma Simples Introdução, p. 11)

Vedanta significa o ápice do conhecimento, não o conhecimento intelectual mas o conhecimento de Deus e de nossa própria natureza divina.

De acordo com a Vedanta, Deus é infinita existência, infinita consciência e infinita felicidade. O termo para essa realidade impessoal e transcendente é Brahman, a base divina do ser. Não obstante, a Vedanta declara ainda que Deus pode também ser pessoal, assumindo forma humana em cada época. (VRAJAPRANA, Pravrajika. Vedanta – Uma Simples Introdução, p. 12)

No Caminho Infinito buscamos a realização de Deus, a vivência de Deus e reconhecemos Cristo como a presença de Deus. Na Vedanta reconhecemos Atman.

… Deus habita em nossos próprios corações como o divino Ser ou Atman. O Atman jamais nasceu e jamais morrerá. Não é manchado por nossas falhas ou afetado pelas vacilações do corpo e da mente, e não está sujeito ao nosso pesar, desespero, enfermidade ou ignorância. O Atman – puro, perfeito e livre de limitações – é uno com Brahman, assim declara a Vedanta. O maior templo de Deus está no íntimo do coração humano. (VRAJAPRANA, Pravrajika. Vedanta – Uma Simples Introdução, p. 12)

Para conhecer mais sobre Vedanta:

Ramakrishna Vedanta Ashrama

Despertar

Quando iniciamos um estudo espiritual na maior parte das vezes é porque algum aspecto de nossa vida precisa de ajuste. Talvez estejamos em busca de felicidade, mais saúde, companhia ou prosperidade.

Durante este estudo haverá alguma melhoria no plano humano mas não de forma plena.  Concluiremos que estávamos tentando consertar ou melhorar a existência humana mas não é essa a função de uma mensagem espiritual.

Esta muito claro nas mensagens de todos os místicos que o objetivo do caminho espiritual é que possamos “morrer” para a experiência humana e “renascer” do espírito. Aprendemos que o reino espiritual – o verdadeiro reino, o reino místico – não é “deste mundo”, nem mesmo quando “este mundo” é saúde, prosperidade, e sabedoria. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 1)

No caminho místico aprendemos que o objetivo da vida é libertar a Alma, rompendo com as limitações do corpo e da mente. Não é Deus ou a Alma que fará isso por nós. Devemos buscar a percepção da esfera mais elevada, do reino de Deus.

Esse caminho é misterioso e não sabemos o que encontraremos pela frente mas não precisamos nos preocupar. Seguimos adiante confiantes na meditação. Teremos dias de alegria onde sentiremos que evoluímos mas também teremos dias que sentiremos ter regredido. Não devemos desanimar, os dias de “vazio” são necessários pois isso nos mantém abertos ao novo.

O homem não foi criado para ser um escravo – fisicamente, economicamente, ou mentalmente. O propósito do homem é manifestar a natureza de Deus. O homem foi originalmente destinado a ser o instrumento através do qual, ou a forma com a qual Deus vive na terra. Este é o significado de encarnação – Deus encarnado como homem individual. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 6)

Toda lágrima derramada pelo homem é uma prova de alguma forma de limitação. O homem não nasceu para  lamentar ou chorar.

Na esfera da Alma ou próximo dela, o corpo e mente se mostram mais receptivos ao controle divino e passam a necessitar de menos atenção.

Eventualmente por um ato de graça nos libertaremos.  Continuamos elevando os pensamentos e reconhecendo em silêncio a presença de Deus em todos nossos caminhos.

Você sabe que tem um corpo e você sabe que tem uma mente, mas você ainda não veio a conhecer o “você” que tem o corpo e a mente. Este é o “você” que é a aventura da vida, e a aventura da vida é o despertar deste “você”. Você é a Alma que vive. Mas primeiro você deve conhecer o “você” que é esta Alma, e então você deve começar a explorar, buscar, e procurar até você Me encontrar, até você encontrar seu “Eu”, o verdadeiro “você”. Este é o “você” que Deus enviou para viver a vida de Deus na terra, o “você” que nunca nasceu, o “você” que nunca morrerá, o “você” que por um momento está sepultado em um “parênteses”, lutando para romper e viver “a frase inteira da vida”. (GOLDSMITH, Joel Solomon. Man Was Not Born to Cry, p. 8)

É quando tudo começa, quando começamos a questionar o que é o “Eu” e onde está o “Eu” que eu sou e que não está limitado ao corpo e mente.

É uma jornada de descobrimentos que é única para cada um e que em algum momento levará à realização de “eu sou Eu”.